RPM e a Febre do Rock Brasileiro
A banda RPM e a Febre do Rock Brasileiro
O Nascimento de uma Lenda
No cenário musical brasileiro dos anos 80, uma banda se destacou com um som contagiante e letras que falavam diretamente ao coração da juventude: o RPM. A sigla, que significa "Revoluções Por Minuto", era a representação perfeita da energia e da força que a banda transmitia em suas apresentações.
Tudo começou com a parceria entre Luiz Schiavon e Paulo Ricardo. A dupla, que já havia trabalhado em outros projetos musicais, decidiu unir forças e criar um som que combinasse a melodia com a força do rock. Com a adição de Fernando Deluqui na guitarra e Paulo Pagni na bateria, a formação clássica do RPM estava completa. Paulo Ricardo e Luiz Schiavon se conheceram no ano de 1973, iniciando uma grande amizade. Paulo era estudante de jornalismo e Luís Schiavon era músico profissional e inicialmente criaram uma banda com o nome de Aura.
O Sucesso Alcançado
O primeiro álbum da banda, lançado em 1985, foi um sucesso instantâneo. Canções como "Olhar 43", "A Cruz e a Espada" e "Revoluções Por Minuto" se tornaram hinos de uma geração, e o RPM rapidamente se tornou uma das bandas mais populares do Brasil.
A banda conquistou o público com um visual marcante, melodias cativantes e letras que abordavam temas como amor, paixão e a busca por identidade. O RPM era mais do que uma banda de rock; era um fenômeno cultural que movimentou multidões e influenciou uma legião de fãs.
A Separação e o Legado
Apesar do sucesso, o RPM enfrentou diversos desafios ao longo de sua trajetória. As diferenças musicais entre os integrantes e os desgastes da intensa rotina de shows acabaram levando à separação da banda no final dos anos 80.
Mesmo após o fim do RPM, a influência da banda continuou a ser sentida na música brasileira. As canções do grupo se tornaram clássicos do rock nacional e são lembradas com carinho por gerações de fãs. A banda se reuniu diversas vezes ao longo dos anos, sempre com grande entusiasmo do público.
O Legado de um Som Atemporal
O RPM deixou um legado importante para a música brasileira. A banda abriu caminho para novas bandas de rock e ajudou a popularizar o gênero no país. As canções do RPM continuam a ser tocadas nas rádios e em diversas plataformas digitais, mostrando que a música da banda transcendeu o tempo e continua a emocionar novas gerações.
O RPM em Números:
- A banda RPM vendeu mais de 5 milhões de discos. O RPM foi o grupo de rock que mais vendeu discos de vinil no Brasil.
- O álbum Rádio Pirata ao Vivo, lançado em 1986, foi um dos mais vendidos da história da indústria fonográfica brasileira, com mais de 3,7 milhões de cópias vendidas. O disco foi gravado no Pavilhão de Convenções do Anhembi, em São Paulo, e registrou a mega-turnê dirigida por Ney Matogrosso.
- Hinos do rock nacional: Canções como "Olhar 43", "A Cruz e a Espada" e "Revoluções Por Minuto" são consideradas hinos do rock brasileiro e fazem parte da trilha sonora da vida de muitos brasileiros.
- Influência em gerações: O RPM influenciou diversas bandas de rock brasileiras e continua a inspirar novos músicos.
A história do RPM é uma história de sucesso, paixão e superação. A banda que surgiu nos anos 80 continua viva no coração dos seus fãs e na história da música brasileira.
Ney Matogrosso teve uma relação bem próxima a banda RPM no ano de 1986, quando Ney dirigiu o show "Rádio Pirata ao Vivo" e o grupo participou do Álbum "Bugre".
O fim da Banda RPM
O fim da banda foi determinado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em junho de 2024, após uma longa disputa judicial entre o ex-vocalista Paulo Ricardo e o guitarrista Fernando Deluqui.


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